EVANGELHO DE HOJE 25/9 - "Jesus convocou os doze e enviou-os a proclamar o reino de Deus" (Lc 5,1-6) - Já leu o Evangelho hoje?

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HISTÓRIA DA PARÓQUIA DO SANTÍSSIMO SACRAMENTO E SANT’ANA FREGUESIA DE SANT'ANA No meado do Séc. XIX a Cidade de Salvador da Baía de Todos os Santos, contava com 10 freguesias, cronologicamente assim   criadas: 01 - Sé ou São Salvador 02 - Nossa Senhora da Vitória 03 - Nossa Senhora da Conceição da Praia 04 -  Santo Antonio Além do Carmo 05 - São Pedro Velho 06 - Santana do Sacramento 07 - Santíssimo Sacramento da Rua do Passo 08 - Nossa Senhora de Brotas 09 - Santíssimo Sacramento do Pilar 10 - Nossa Senhora da Penha Existia em cada freguesia um grande laço afetivo entre os vigários e os paroquianos e entre esses e a sua Igreja Matriz, símbolo da devoção e pela configuração geográfica até bairrista em relação às outras Freguesias. Fato comprovado quando foi combatida a idéia de um Projeto de Lei em 1861 que alargaria os limites da Freguesia do Santíssimo Sacramento do Passo, anexando a ela partes das Freguesias da Sé, de Sant'Ana e Santo Antonio Além do Carmo. A Freguesia de Sant'Ana do Sacramento era a antiga Freguesia do Desterro, criada por Alvará da Mesa de Consciência e Ordens, em 20 de julho de 1679. Faziam parta desta Freguesia o Bairro da Palma com as Capelas de N.Senhora do Rosário do Regimento Velho, e Santo Antonio da Mouraria; o bairro da Saúde com a Capela N.S. da Saúde e a N.S. de Nazaré. No meio dos dois bairros estava o Convento do Desterro, cuja Igreja serviu à Paróquia de Sant'Ana quase um século. A Matriz de Senhora Sant'Ana, vizinha do Convento do Desterro foi construída no século XVIII. Durante muito tempo (aproximadamente 65 anos) a Freguesia e Sant"Ana foi chamada de Freguesia do Desterro. A Igreja de Sant'Ana foi levantada no alto de um cômoro defronte ao pantanal do riacho das Tripas, que depois passou a se chamar rua da Vala e bem posterior Rua Dr. J.J. Seabra ou Baixa dos Sapateiros como é mais conhecida. A obra começou em 1746. Bem antes, no governo de Mem de Sá (1560) no mesmo cômoro pantanoso, um homem que ali havia chegado a cavalo, apeou-se e cansado deitou-se e adormeceu, foi agarrado e constringido por uma jibóia. Apavorado invocou auxílio à Mãe de Deus, conseguindo livrar-se da cobra. Mandou erguer de pau a pique uma pequenina orada em homenagem à Nossa Senhora. Toda a região era um vasto pântano, brejo do rio das Tripas e que mais tarde foi represado pelos holandeses formando o Dique. Quando em 1746 iniciaram as obras da Igreja, na cerca que fizeram para fechar os trabalhos de construção, apareceu certa manhã uma cobra enroscada. Por esse motivo e coincidência das duas épocas, figura na cruz que encima o meio do frontispício do Desterro e no altar de Sant'Ana, uma serpente enrolada. Podemos dizer que a serpente, além de muitos outros, é ponto comum entre o Convento do Desterro e a Igreja de Sant'Ana. A atual Igreja de Sant'Ana representa um marco importante na história da Cidade de Salvador, não só pelo aspecto artístico de seu traço arquitetônico e alfaias, como por haver sido guardiã de fé e sustentáculo sócio-político na época da Cólera Morbus, nos idos de 1855. A Paróquia para realização de suas atividades dispõe da Igreja Matriz, no Largo de Santana, e cinco capelas: Desterro (Convento); Palma, Mouraria de Santo Antonio; N.S. das Vitórias (Pupileira); Coração de Jesus (Av. Joana Angélica). É das mais antigas Paróquias da Arquidiocese de São Salvador da Bahia. Inicialmente teve por Matriz a Capela do Convento do Desterro. Construção da Igreja Matriz A história da construção e uso da Igreja Matriz de Sant'Ana apresenta fatos extremamente curiosos, como será visto adiante. Edificação de significativa beleza arquitetônica, iniciada no dia 26 de julho de 1723, no local denominado Alvo, terreno doado pelo Ten. Cel. Manoel Barros Parente e sua mulher, devotos de Senhora Sant'Ana. A pedra fundamental foi solenemente colocada pelo Vice-Rei do Brasil, Dom Marcos Fernandes César Azevedo. Por falta de competente conservação, em 1887, encontrava-se em estado de lamentável ruína. O culto foi suspenso e o prédio submetido a obras de restauração, concluída em 1889, quando foi sagrada e aberta ao culto no dia 26 de julho. A primeira missa celebrada no templo em construção, que já dispunha de Capela Mor e Sacristia, foi no dia 26 de julho de 1724. Na parte do fundo da Igreja está incorporado a ela um ossuário onde estão recolhidos os restos mortais de muitos devotos de Senhora Santana. Na Igreja Matriz foi sepultado o cadáver do Padre Roma (José Ignácio Roma), no dia 29 de março de 1817, condenado à morte pelo Vice-Rei do Brasil,. Dom Marcos de Noronha e Brito (8º Conde dos Arcos), executado no Campo da Pólvora. Também foram condenados à mesma pena e executados no mesmo local, no dia 12 de junho daquele ano: Domingos Jose Martins, Dr. José Luiz de Mendonça, Padre Miguelino (Miguel Joaquim de Almeida). Eram os cabeças da Revolta Pernambucana de 1817. Em razão dessas execuções, o Campo da Pólvora passou a ser denominado pelo povo de Campo dos Mártires. O Padre Roma foi sepultado na Matriz de Sant'Ana por interferência do Pároco Manoel Coelho de Sampaio e Menezes. Os outros justiçados (12 de junho) foram sepultados no Cemitério da Santa Casa, situado no Campo da Pólvora,onde somente eram enterrados indigentes e escravos. Os justiçados foram considerados indignos de serem sepultados em outro cemitério. A atual Igreja de Sant'Ana representa um marco importante na história da Cidade de Salvador, não só pelo aspecto artístico de seu traço arquitetônico e alfaias, como por haver sido guardiã de fé e sustentáculo sócio-político na época da Cólera Morbus, nos idos de 1855. Ela foi construída no séc. XVIII, com início no dia 26 de julho de 1723, sendo a pedra fundamental colocada pelo Vice-Rei do Brasil Dom Marcos Fernandes César Azevedo.  Utilizando, pela primeira vez material e tecnologia 100% brasileiros, teve como grande Mestre e construtor barroco Felipe de Oliveira Mendes.  O maior artista da época, o grande Francisco Velasco foi o responsável pelas obras e esculturas da igreja. A primeira missa celebrada neste templo foi no dia 26 de julho de 1724, ainda que ela não estivesse totalmente construída. Portanto, coincidentemente  ela foi iniciada na data de 26 de julho e sua primeira missa foi rezada na mesma data, na qual se comemora o dia dedicado à Senhora Sant'Ana. Vinhetas Históricas A matriz de Sant'Ana e a história do Brasil Após  a proclamação da Independência do Brasil,em  7 de setembro de 1822, Portugal ainda mantinha tropas na Bahia, as quais foram expulsas através de batalhas que duraram quase um  ano e somente a 2 de julho de 1823 foi celebrada a vitória final  sobre os lusos. A Matriz de Sant'Ana teve um papel importante neste período, pois os Padres davam guarida aos combatentes brasileiros, inclusive recolhendo os corpos dos que morriam nas lutas, enterrando-os no fundo da igreja. Muitos combates foram travados nas proximidades da igreja, como no local hoje denominado Campo da Pólvora. A Matriz de Sant'Ana possue cerca de 2 mil ossadas que deverão ser  catalogadas, removidas e realocadas. A Matriz de Sant'Ana  e Maria Quitéria Durante as lutas acima referidas uma baiana se destacou, tendo se alistado como soldado e lutando lado a lado com seus companheiros: foi Maria Quitéria. Ela foi enterrada na Matriz de Santana em 21 de agosto de 1853. A Matriz de Sant'Ana e Irmã Dulce Outra personagem importantíssima para os baianos a ter seu nome ligado à Matriz de Sant'Ana é a Irmã Dulce, provavelmente a maior personalidade da Igreja Católica na Bahia no século XX. Ela própria relatou que foi nesta igreja que ouviu o chamado divino, o qual a conduziu por toda sua vida dedicada aos pobres. Para marcar este fato há uma placa comemorativa fixada em um dos bancos da igreja lembrando a todos que foi ali que nasceu a primeira santa baiana.